Primeiro Passo

Como desenvolver o hábito de controlar as suas finanças?

ClienteProjeto desenvolvido para o curso de Digital Product Design da Tera
SetorFinanceiro / Educação
Meu papelProduct Design, da pesquisa à concepção, arquitetura de informação, UI e testes.
Ano2023

Contexto

A saúde financeira tem um papel fundamental para o bem-estar das pessoas. Porém, muita gente encontra dificuldades no controle financeiro pessoal, o que impacta a qualidade de vida, gerando estresse e podendo resultar em um ciclo de endividamento.

“Como nós podemos ajudar as pessoas a administrarem suas finanças?”

Este foi o desafio proposto para o desenvolvimento de um produto como parte do curso de Digital Product Design da Tera.

Metodologia

Utilizei uma abordagem de design centrada nas pessoas, priorizando suas necessidades, expectativas e experiências para atendê-las. A adoção da estrutura conceitual do Duplo Diamante facilitou o processo iterativo para a resolução de problemas reais.

Entendendo o problema

Discovery

Análise semântica

A partir do desafio, formulei perguntas como base para iniciar a exploração do problema em múltiplas dimensões.

Matriz CSD

Desenvolvi um framework para organizar as informações iniciais e propor caminhos para o processo de discovery. Iniciei a análise exploratória dentro do contexto brasileiro, identificando direções para me aprofundar em áreas e públicos de interesse específicos.

Desk Research

O contexto brasileiro e a vulnerabilidade econômica da população

A pesquisa começou com uma análise ampla do desafio e do público-alvo, utilizando dados de fontes governamentais, entidades de classe e institutos de pesquisa. Essas informações permitiram compreender o cenário atual no Brasil, com foco nas camadas CDE, que representam o perfil demográfico mais vulnerável economicamente.

Do macro para o indivíduo

A insegurança financeira vai além de uma má gestão pessoal; é um problema estrutural ligado à conjuntura econômica e a fatores sociais. Produtos digitais com impacto individual não podem, por si só, resolver problemas dessa natureza, cuja resolução depende principalmente de políticas públicas.

Por outro lado, é possível melhorar a relação do indivíduo com suas finanças e reduzir a sua vulnerabilidade, através da educação financeira e consumo consciente. Dessa forma, com ênfase nas camadas CDE, delimitei a pesquisa para explorar questões econômicas em nível individual.

As dimensões pessoais da relação com o dinheiro

No processo de pesquisa, tive contato com a economia comportamental, um campo de estudo que combina a economia tradicional com a psicologia. Esta disciplina investiga como os fatores cognitivos, emocionais, sociais e psicológicos influenciam as decisões econômicas das pessoas.

Considerando essa abordagem, examinei o estudo conduzido pelo Itaú/Datafolha/Box1824 , que buscou entender a relação dos brasileiros com o dinheiro em diversas dimensões (individual, familiar, social e cultural), incluindo seus principais medos e tensões. Esse estudo forneceu insights ao avaliar o nível de consciência financeira dos brasileiros através dos seguintes indicadores:

Com base nessa análise, o estudo também identificou 4 perfis de comportamento, que indicam:

Diferentes estágios na relação do brasileiro com o dinheiro

Essas descobertas influenciaram minha pesquisa ao abordar a relação das pessoas com o dinheiro, levando em conta tanto o aspecto racional quanto o emocional. Além disso, ajudaram na clusterização de perfis dentro desses diferentes estágios. Os perfis Alienado e Incomodado, com base na baixa intimidade e competência com o dinheiro, representam pessoas mais suscetíveis a problemas financeiros, independentemente de seu nível de renda ou escolaridade.

Combinando métodos
de pesquisa

A partir de um planejamento de pesquisa , utilizei métodos mistos para interagir com o público e compreender melhor sua relação com os temas de Organização Financeira Pessoal e Educação Financeira. Esses temas se destacaram nos primeiros levantamentos pelo seu potencial em aumentar a conscientização financeira dos brasileiros, abordando tanto aspectos emocionais quanto racionais. Busquei responder às seguintes questões:

Netnografia

Observei comunidades online relacionadas à educação financeira e pessoas em inadimplência em grupos no Facebook e perfis no Twitter. A partir das interações, analisei comportamentos, experiências e sentimentos sobre finanças e a relação com o dinheiro. Pude coletar informações espontâneas, aproveitando a naturalidade do contexto, sem influenciar como pesquisador.

Questionário

O questionário ramificado desenvolvido adapta as perguntas conforme as respostas anteriores do participante, resultando em uma coleta de dados mais eficiente e precisa. Isso melhora a experiência do respondente e otimiza o tempo de resposta.

Tópicos pesquisados: dados demográficos, relação com o dinheiro, conversas sobre dinheiro, educação financeira, controle financeiro e motivações e recompensas.

Veja o questionário completo

A análise das respostas tabuladas permitiu segmentar a amostra por subgrupos. Observei com especial atenção o cluster de maior vulnerabilidade econômica: pessoas das classes CDE, nos estágios Alienado e Incomodado, ou seja, aquelas que apresentam menor intimidade emocional e competência técnica com o dinheiro. Esse perfil também formou a base dos voluntários para a fase seguinte da pesquisa.

Insights da pesquisa quantitativa

Dificuldade de conversar sobre dinheiro

62,5% dos respondentes tem o hábito de conversar sobre dinheiro, no entanto entre os incomodados e alienados esse número cai para apenas 20%. O principal motivo é a dificuldade de encontrar pessoas que entendam a sua realidade e necessidade (44%).

Saber ≠ Fazer

83% das pessoas acham importante ter controle do seu orçamento e anotar o quanto gasta. No entanto, 37,5% não tem o hábito de fazer este controle, no recorte dos incomodados e alienados esse número sobe para 60%.

Empatia na educação financeira

Incomodados e alienados buscam conteúdos de educação financeira apenas quando sentem necessidade ou alguma dúvida específica, nem sempre encontrando facilmente o que desejam. A credibilidade de instituições ainda é um diferencial, mas influencers têm um papel cada vez mais relevante.

Prefiro aprender ouvindo pessoas que vivem a minha realidade do que com conteúdos de bancos ou empresas

50% dos respondentes se identifica com esta afirmação, 8,4% discorda e 41,7% se mantém neutro.

Disciplina, sentimento e motivação como barreiras

Entre os que fazem o controle e os que não fazem, as principais dificuldades ou barreiras citadas foram: Falta disciplina para registrar meus gastos e rendimentos com regularidade (42%), Falta motivação, acho uma tarefa chata (29%), Pensar em dinheiro me deixa triste ou preocupado (25%).

Incentivos e recompensas diretas

82,6% dos respondentes acham que a tarefa de controlar o seu orçamento se tornaria mais atrativa se houvesse outros tipos de incentivos e recompensas diretas. Os tipos mais citados foram: Descontos em contas (74%), Cashback (65%) e Desconto em compras (52%)

Entrevistas em profundidade

Os insights da pesquisa quantitativa geraram novas hipóteses, atualizando a Matriz CSD e servindo de base para o roteiro das entrevistas. Realizei entrevistas pelo Zoom com três voluntários, dentro do recorte da pesquisa. Nas conversas, obtive informações subjetivas e insights qualitativos, capturando experiências, opiniões e perspectivas de maneira mais profunda e pessoal.

A construção de um hábito
Um achado importante, evidenciado tanto nas respostas do questionário quanto nas entrevistas, é que a disciplina e a formação de hábitos são fundamentais para um controle financeiro pessoal eficaz. Uma das entrevistadas respondeu da seguinte maneira à pergunta: A dificuldade maior é emocional ou prática?

“Um pouco dos dois… a vida sempre foi assim, e parece que a gente acaba se acostumando, vira um hábito, então pra mudar o hábito não é fácil. Mas eu já tenho essa noção, já tenho essa consciência.”

Outros insights das entrevistas qualitativas

A escassez afeta o cognitivo

“Esse tema mexe muito comigo, me mobiliza muito emocionalmente e até racionalmente. Se eu paro para pensar em quanto dinheiro tenho e o quanto vai faltar, entro em um estado de espírito meio desesperado.

Ciclos de frustração geram pessimismo e passividade

“Como eu recebo pouco dinheiro, acabo achando que não adianta planejar, porque nunca vou ter uma sobra pra guardar(…) Eu tenho consciência de que dá pra se organizar, dividir um pouco melhor, guardar dinheiro e tudo mais. Mas eu sempre tive essa relação com o dinheiro…

Falta de identificação com conteúdos

“Você vai no YouTube, vê um guru de finanças, a pessoa conseguiu com não sei em quantos anos, chegar a tanto de dinheiro na conta. Mas não é a minha realidade. Cada um tem um contexto de vida, uma história“

Quem são
nossos usuários?

User Persona

Para manter o processo centrado no usuário, criei uma User Persona que representa de uma maneira tangível o perfil de usuário-alvo para interagir com o produto desenvolvido.

Lívia representa muitas brasileiras que enfrentam dificuldades no planejamento e organização financeira pessoal. Embora reconheça a necessidade de mudar sua relação com o dinheiro, a falta de habilidade e intimidade a mantêm presa em hábitos negativos, deixando-a sem ferramentas técnicas e emocionais para lidar com imprevistos financeiros.

User Persona

Redefinindo
o desafio

Ao resumir os resultados da pesquisa e análise, cheguei a uma interpretação mais precisa e específica do problema. Isso permitiu avançar com maior clareza sobre os pontos cruciais para atingir o objetivo inicial. O desafio original, Como podemos ajudar as pessoas a administrarem suas finanças?, foi reformulado da seguinte maneira:

Como podemos tornar mais fácil e motivador para as pessoas economicamente vulneráveis 
desenvolver o hábito de controlar suas finanças?

Visão de produto

A partir da compreensão do problema, estabeleci os objetivos essenciais do usuário-alvo e os alinhei com três princípios fundamentais para o produto:

Simples: desenvolver o hábito de gerenciar suas finanças pessoais

Motivador: manter o engajamento e consistência no processo de gestão financeira

Educativo: obter orientação e apoio de acordo com a sua realidade financeira

Com esses objetivos em mente, defini a visão do produto que guiou o desenvolvimento:

Criar um produto de introdução às finanças pessoais que ajude pessoas a superar barreiras técnicas e emocionais na construção do hábito de se relacionar com o dinheiro, oferecendo educação e ferramentas que aumentem a consciência financeira e promovam melhor tomada de decisões.

Ideação e
Proposta de valor

Transformando conceitos amplos em solução

No processo de ideação, explorei diferentes possibilidades e soluções, considerando o impacto social, a mudança de vida e os benefícios emocionais e práticos. A ideia selecionada visa introduzir o controle financeiro para pessoas em negação ou descontrole de suas finanças. O início desse processo de conscientização financeira requer uma ação inicial — o primeiro passo, que dá nome ao produto e se reflete em sua proposta de valor.

Desenvolvendo hábitos financeiros saudáveis com incentivos

Ferramentas só são úteis se forem utilizadas

a proposta não é oferecer o produto mais completo de gestão financeira, mas sim uma solução acessível que estimule o engajamento para quem está começando ou tem aversão a essa tarefa.

Nessa jornada, a regularidade e consistência são essenciais. Para facilitar, começamos com o conceito básico de monitoramento de despesas e receitas, removendo camadas de complexidade inicial que possam desmotivar o usuário. Para garantir acessibilidade e conveniência, o produto foi concebido para ser utilizado em dispositivos móveis.

Canvas de proposta de valor

Lean Canvas

Framework de planejamento estratégico utilizado para auxiliar na validação de ideias e visualizar como o projeto poderia se estruturar como um modelo de negócios sustentável.

Benchmarking
funcional

Antes de mergulhar no processo de design, conduzi um benchmarking funcional para avaliar ferramentas existentes em diferentes setores, considerando objetivos e princípios da visão do produto e identificando boas práticas e carências.

Projetando
a experiência

Mapa de jornada ideal

A partir dos objetivos definidos para o produto, elaborei um fluxo de usuário ideal, projetando como o app funcionaria e as experiências desejadas pelos usuários. Mais tarde, essa concepção evoluiu para um mapa de experiência, detalhando a jornada do usuário e as respostas emocionais em cada ponto de interação dentro do app.

Sitemap e definição do MVP

Com essa abordagem, consegui definir as ações e funcionalidades essenciais para o MVP (Produto Mínimo Viável) e também elaborei o sitemap do aplicativo.

Prototipagem,
testes e iteração

Visualizando conceitos

Desenvolvi minha visão para o app, incluindo as micro-interações das telas principais em baixa fidelidade. Mais tarde, esses esboços evoluíram para wireframes e protótipos de média fidelidade.

Primeiras impressões e avaliação de percepção

Na fase de prototipagem, realizei duas rodadas de testes com um grupo de cinco usuários.

Na primeira rodada, apresentei mockups estáticos para avaliar a compreensão geral das telas e sua proposta. Também analisei a percepção dos participantes em relação à seleção de ícones, palavras e suas associações para ações e áreas específicas.

Os usuários entenderam o propósito das telas sem dificuldades. Com base em suas percepções, também obtive insights sobre o posicionamento de cards e a definição dos ícones e nomes das seções na barra de navegação, incorporando essas contribuições ao protótipo de alta fidelidade.

Teste de usabilidade

Na segunda etapa, realizei um teste de usabilidade com um protótipo navegável para avaliar a interação e compreensão dos fluxos, convidando os participantes a completarem duas tarefas:

1. Registrar uma despesa.
2. Acessar um tema específico em uma das trilhas de aprendizado.

Todos concluíram as tarefas com sucesso, sem dificuldades significativas. O tempo de execução das tarefas variou entre os participantes, mas permaneceu dentro do esperado para este tipo de teste.

Design Final

MVP

Primeiro Passo: Onboarding

Telas de apresentação e integração para orientar os novos usuários sobre as principais funções e benefícios do uso do app. Nesta etapa, o usuário escolhe seus objetivos financeiros iniciais para personalizar sua experiência.

Controle: Consciência sobre as suas despesas e receitas

O usuário verifica suas transações financeiras em um feed e pode acessar um relatório mensal com gráficos de despesas por categoria.

O monitoramento básico de despesas e receitas é o primeiro passo para quem enfrenta descontrole financeiro. Criar esse hábito traz consciência, ajuda a identificar prioridades e reduz o estresse relacionado ao dinheiro.

Adicionando um registro

Quando os usuários participam ativamente do registro de suas transações diárias, eles podem visualizar e desenvolver uma maior consciência de suas despesas e receitas.

Por isso, a proposta é que o processo seja manual, sem integração automática com contas bancárias. Os usuários acumulam pontos como forma de incentivo e recompensa pela prática e consistência nessa atividade.

Perfil e configurações

Ao clicar no ícone no canto superior esquerdo, presente em todas as seções do aplicativo, o usuário pode acessar seu perfil e configurações por meio de um menu lateral deslizante.

Educação: Aprendendo de acordo com a sua realidade

Ao definir objetivos no onboarding, os usuários têm acesso a trilhas de aprendizado personalizadas.
A educação financeira capacita as pessoas a tomarem decisões informadas e otimizar a gestão de seus recursos.

Consumindo conteúdos interativos em texto e audiovisual, eles também acumulam pontos que podem ser convertidos em benefícios.

Objetivos: Metas claras para celebrar cada conquista

O usuário pode escolher novos objetivos financeiros a qualquer momento para personalizar sua experiência. Estabelecer metas não só motiva, mas também cria um caminho estruturado para medir o progresso.

Ao alcançar uma conquista, seja financeira ou na consistência do uso do app, os usuários ganham selos de maneira gamificada, gerando uma sensação tangível de realização. Além de acumular pontos, o propósito é motivar o comprometimento na busca por metas mais ambiciosas.

Incentivos para continuar
na caminhada financeira

Manter-se motivado no controle das finanças pessoais pode ser desafiador. Apesar de os benefícios de uma boa gestão financeira serem evidentes a médio prazo, PrimeiroPasso oferece incentivos extras para que o usuário perceba sua evolução e persista nessa jornada.

O usuário pode utilizar os pontos acumulados por meio do aprendizado e controle de suas finanças, trocando-os por descontos em produtos e serviços de empresas parceiras. Ao conectar o app à sua instituição financeira, ele tem acesso à loja virtual correspondente e a oportunidade de utilizar os pontos para obter condições especiais em negociações e serviços financeiros.

A flexibilidade de uma solução white label

Este projeto foi concebido como um produto independente, com identidade própria e pensado para operar por meio de parcerias, o que permitiu uma maior liberdade criativa no design.

No entanto, devido a dinâmica do mercado atual, o PrimeiroPasso também pode ser oferecido como um produto white label para instituições financeiras no meio digital. Assim, um banco, por exemplo, poderia adquirir e disponibilizar o produto para seus clientes, personalizando-o com sua identidade visual e oferecendo incentivos dentro de sua própria base de serviços e parcerias.

A instituição compradora se beneficiaria com a construção de brand equity, responsabilidade social, redução da inadimplência e estímulo ao uso de seus produtos e serviços.

Identidade e
sistema visual

Um ponto de partida

A marca representa o início de uma caminhada para uma maior consciência financeira. O logo tipográfico e o predomínio do azul-turquesa, buscam o equilíbrio entre ser amigável e a seriedade necessária, especialmente em um contexto de produto digital financeiro. O objetivo é estabelecer uma conexão positiva e acessível com o usuário, transmitindo tranquilidade e confiança à marca.

Paleta de cores amigável e acolhedora

No contexto financeiro, o verde e o vermelho indicam números positivos e negativos. Porém, é importante considerar que, no cotidiano, é comum registrar mais pequenos gastos do que receitas. Logo, para aqueles que enfrentam ansiedade financeira, a exposição a muitos números vermelhos pode ser angustiante. Por isso, optei por tons mais suaves, preservando a clareza das informações (inclusive com testes de daltonismo), mas sem gerar desconforto ao usuário.

Componentes

Conclusões e Aprendizados

Desenvolvimento de ponta a ponta

Foi uma ótima experiência ter a oportunidade de pensar um produto digital como um todo. Desde a definição da visão do produto e da estratégia de design, até a otimização da experiência do usuário, incluindo a arquitetura da informação e a criação da interface.

Durante esse processo, aprimorei minhas habilidades de pesquisa ao analisar, sob diversas perspectivas, dados relevantes relacionados ao desafio em questão. Mergulhei nos problemas reais das pessoas por meio de interações diretas, o que enriqueceu minha compreensão do contexto e das necessidades dos usuários.

O projeto independente visa introduzir o controle financeiro pessoal para aqueles que se sentem alienados e incomodados em relação ao dinheiro, mas que estavam excluídos desse contexto até então. Porém, um produto dessa complexidade requer mais testes e iteração. A validação do impacto real na vida das pessoas só seria possível por meio de métricas e feedback obtidos com o uso contínuo a médio prazo.

Outros aprendizados

Não existe soluções simples para problemas complexos

Problemas que envolvem uma gama de fatores, nuances e interações não podem ser resolvidos de uma única forma. A solução proposta no projeto foca em um um segmento específico do público e suas necessidades, mas não é a única abordagem possível.

Risco de viés

Todo projeto desenvolvido individualmente está sujeito ao risco de viés. Apesar dos esforços para mitigar essa questão, como pesquisa abrangente, criação de mapas de jornada do cliente, testes de usabilidade e iteração, ainda existe a possibilidade de influências subjetivas afetarem o resultado final.